quarta-feira, 11 de março de 2009

SALMO DE DAVI

A dignidade do ser humano é algo inarredável!
Em protesto a AMEAÇA A MINHA LIBERDADE, contra as injustiças e os corações cheios de ira, publico essa livre interpretação do SALMO DE DAVÍ.
Que ele traga a você a certeza na fé, em Deus, Pai.

O meu desejo é tocar aos corações de boa vontade. E acalmar os corações negros cheios de perversidade e loucura.

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quarta-feira, 4 de março de 2009

MAMÃE MUDA! EU, NEM TANTO.

Ou, pequena estória do viciado nos mesmos sabonetes.



Eu sou um cara que me julgo no tribunal de minha consciência e declaro-me progressista. Aberto a mudanças e novidades (de maneira genérica).

Porém, um tanto conservador quanto a certos valores, como por exemplo, um bom sabonete!
Gosto de um bom sabonete pra tomar banho.

Sou meio (muito) neurótico com essa coisa do calor, no verão tomo
de 4 a 5 banhos por dia, fico aguniado com o suor, grudento não dá!

A propósito disso, quando eu morava em Rotterdam, na Holanda pra quem não sabe, eu tive um sério problema com a governanta dos meus hospedadores o casal Valle. A Senhora Dona Kunna, que era uma velhinha holandesa bem conservadora e que certa vez assustada perguntou;


- O senhor Ricardo tem alguma doença de pele?

- Que eu saiba não! (Respondeu o casal) Porque?

- Porque ele toma uns 3 banhos por dia! Todos os dias....


Pra quem não sabe, primeiro Holandês (Europeu) quase não toma banho. E é sovina, munheca de vaca, evita gastar qualquer coisa. Tem um dito popular na Holanda que reza o seguinte; “Se fosse possível holandês usava os 3 lados do papel higiênico”, pense!

As vezes sou muito ousado, porém devo dizer que nem sempre.


Mas já comprei até sabonete moderninho líquido! Gostei. Meio carinho ($$$$) dependendo da marca, gasta logo porque é gostoso e escorrega bem da mão ao corpo. Gosto. É bom pra passar no corpo da sua amada e ela no seu, se lambuzar os dois no chuveiro ou na banheira e fazer a maior sacanagem, é boooooom.

Mas, o meu sabonete prefiro os mais macios e que tenham bom cheiro, nada muito odorizado nem tão pouco os que tem uns aromas assim, como direi, esotéricos, piramidais, de múmia ou de mato dentro (esse negócio de mato dentro é pra quem faz caminho no interior, ou seja, viado).

Injigentiiii!



Então sabonete pra mim tem que ser legal, que não se desvaneça nem tão pouco vire gelatina, ou aquela papa gosmenta nojenta.

Devo dizer que me lembro assim meio que nebulosamente quando eu era criança de um sabonete Gessy! Caracoles, isso faz tempo, era um sabonete meio grotesco, mas naquela época, funcionava. Multifuncional, servia como peso de papel e porta também, e na falta do que atirar na peteca, baleadeira, estilingue, servia bem.



Depois pra ser justo ouvi falar de uma marca chamada lifebuoy (década de 40), hoje com (todo o pré-conceito) certeza seria marca de sabonete gay.

Mas foi lá pelos anos 70 que conheci o sabonete Lux, e olha que eu nem sou a Malú Mader, nem tive a sorte de tomar banho com sabonete Lux e ela (gostaria). Lembro da Marilyn na propaganda, e o bordão “9 entre 10 estrelas usam Lux de luxo”, creio que era algo assim.
Usei essa danada marca por anos. BBB (Bom Bonicto e Barato).



Ainda morando com meus pais, lembro de mamãe comprando sabonete Phebo, cheirosinho, meio transparente, eu achava aquilo um sabonete de luxo.

O tempo passa...


Tava tudo indo bem quando minha mãe resolveu comprar sabonete pra mim de novo. Foi depois que eu me separei e por um curto espaço de tempo retornei a casa paterna.

A princípio pensei que era uma coisa passageira. Mas eu tava morando na casa dela, recém separado e não tava com a cabeça muito boa pra me preocupar com essas coisas de sabonete.


A coisa foi pegando e ela tomou ar! Tomou gosto.
Aí e merda virou boné.
Ela tem uma mania danada de comprar sabonete novo e diferente a cada semana.


Pra ser sincero eu nunca tinha prestado muito atenção a isso!


Minha mãe é mais ousada do que eu.


Puxa, se no começo isso parece legal, por outro lado dá uma saudade danada do sabonetinho manjado que já tava acostumado e já comprava há tempos.
Uma semana é um natureba com areia que risca a pele, na outra semana é um meio lusco fusco com uma tranlucência que remete a merda. E os odoores sabonetais! Puxa! Cada um com um aroma mais esquisito que o outro com cheiro de coisas inimagináveis e inidentificáveis.
Já tem os que fazem blindagen contra as bactérias, os que tem própolis, guaco, biromba activa e tem também os sem cheiro (são os mais fedorentos).

Por falar nisso um sabonetinho de marca da tal Granado, nossa! Que sabonete fedorento, tem cheiro de creolina superativada com urânio e envelhecido em barris de carvalho pra não citar outro “alho”.
Nem aqueles caras do mith (gosth) busters iriam detectar de que são feitos os sabonetes que a minha mãe compra pra mim quando vem me visitar.

Fico bestificado com isso! Que legal, ver tanta ousadia e disposição para o novo, para as mudanças e que poder de pesquisa e adaptação. Admiro minha mãe também por isso.


Mas como não moro mais com ela, tenho minha bat-caverna, compro meus próprios sabonetes. To lutando, entrei pro sabonetoolatras anônimos (S.A.B.A.U.M.), cada dia é uma conquista, tenho que me desintoxicar e voltar a usar um sabonete legal. Nada de promiscuidade e marcas variadas a cada semana, nem superdosagem (ela é prevenida, quando vem em minha casa compra 10 a 15 sabonetes diferentes e deixa nas gavetas, no guarda roupa...).




Porém, eu sou forte, hei de vencer esse negóço, esse trauma e vou me libertar dessa dependência química desses sabonetinhos naturebas e feitos a mão, artesanais e outras coisas do gênero (nada contra).
Assim confesso o meu drama, assumo meus traumas e dificuldades em lidar com tanta mudança de sabonetes.

Todavia sei que tirarei uma lição de vida fabulosa disso tudo, e quem sabe um dia escrevo um Best-seller e fico rico e famoso, ou quem sabe uma multinacional do sabonete me contrate (não sei pra quê).


Seja como for, já abri meu coração, conto com sua compreensão e ajuda, então peço; “Não me dê sabonete esquisito de presente de aniversário, não!”


Obrigado.