domingo, 15 de maio de 2016

Novo trabalho - Mesinha de centro, artesanal utilizando a técnica de reciclagem. Material; embalagem de isopor pintada. Por Ricardo Eugênio Araújo - Ricaru


quarta-feira, 20 de abril de 2016


A escova de dente vermelha

Foi uma questão de horas para a tragédia anunciada. Passando por Colatina/ES, a trabalho num momento de estarrecimento resolvi ir até o Rio Doce que de longe já me causava espanto pelos seus bancos de areia imensos.

Havia dias, semanas queria ir até a margem do rio, passava pelas cidades que o margeiam no espírito santo e cada dia aquela secura e areias sem fim me incomodava mais e mais. O rio com certeza já estava semimorto há anos.

Por fim encontrei uma escadaria de alvenaria que tinha ao lado uma régua de marcação do nível de águas e me veio a mente a enchente do final de 2013 para 2014 onde as águas subiram tanto que invadiram a cidade, além de outras. Contudo a seguir a seca instalou-se ao ponto de ser proibida a captação de água para as roças.
Desço a escadaria e vejo a sujeira urbana milhares de coisas descartadas pelas margens e um objeto me chama atenção; uma escova de dente vermelha incrustada na terra seca do leito esturricado. Fotografei a tal escova de dente sem ter a menor noção de que horas depois lá em Minas a barragem de Mariana por descaso criminoso da SAMARCO/VALE se romperia dando início a tragédia que hora já conta com mais de cinco meses.

Fica a tragédia, ficam as vítimas de suas próprias ignorâncias e descasos com o meio, ficam as toneladas de produtos altamente tóxicos despejados e negados pela mega empresa sanguessuga e covardemente escondida pela briosa Marinha em seu relatório secreto. Fica o desvalor a vida, inclusive humana.

Que meleca! Nada a fazer, nada há a fazer.

Penso que essa minúscula prova da nossa incompetência deveria servir de ferramenta de porte obrigatório a cada cidadão e principalmente aos moradores da região do desastre em toda a sua extensão, cada um deveria ter que resgatar os milhares de escovas de dente descartadas como lixo, nos lixões, as margens do Rio Doce e todo santo dia deveriam ter que cumprir horário de escovamento do leito do Rio, e os donos das SAMARCO/VALE que insistem em dizer, declarar e até publicar matéria paga que não existem componentes tóxicos, e os engenheiros responsáveis e funcionários deveriam também ser municiados com escovas de dente para que cada um revertesse esse sacana desmoronamento de valores, prioridades e barro contaminado, até o dia que por fim tudo fosse limpo novamente e a flora restaurada e fauna reimplantada e vida preservada.

Utopia? Guardado o devido exagero aqui passionalmente escrito e condenação proposta já foi possível reverter desastres ambientais mundo afora, porque aqui não?


Segue a fotografia que fiz da escova de dente vermelha que me arrependo não ter desincrustado do leito do rio e pego pra eu começar o meu trabalho de limpeza, 

A minha parte.


sábado, 16 de abril de 2016

Bom dia, tem material fotogràfico novo lá na págiana do livro, vai lá dá uma espiada: https://www.facebook.com/caminhosdoes


sexta-feira, 15 de abril de 2016

A quem interessar possa!

Em pleno século vinte e um, estou descrevendo pois, poucos saberiam o que danado é XXI. Então, não temos carros voadores nem teletransporte a velocidade de luz, a saúde continua sendo postergada e o transporte público, ah esse tal de transporte público.
São tantas desgraças e infelicidades que só posso imaginar que em verdade amamos tudo isso, a maldade alheia, a minha a sua a nossa e a vossa, o escárnio brando e contínuo o alimentar-se de fezes dos escrotos políticos sujos, tudo isso deve fazer muito bem a alma, senão não haveríamos de ter essa merda-vivente em que navegamos momentaneamente.

Que povo é este?

Que almas são essas que aceitam o dito pelo não dito e pisam na goela do outro com prazer e um sorriso no canto da boca pois, ele tá fudido também.
Quero estar absolutamente errado!
Se o Pai assim me permitir quero viver para reconhecer minha percepção enganosa e maledicente disso a que chamam de realidade.

Então publico essa linda melodia do Chico césar acompanhado pela sanfona e talento de Dominguinhos, e como digo, "Se existe governo! Sou CONTRA."


quinta-feira, 14 de abril de 2016


A fórmula da Imortalidade

Por Ricardo Araújo

         Toda alma Humana é imortal, o nosso Deus (seja qual o nome você prefira) nos deu esse presente, só que alguns de nós esquecemos ou esquece-se desse fato constantemente.

A imortalidade do ser humano se dá através das "coisas" ou atos que "concretizamos” ou realizamos. Postura frente a vida que recebemos, o carma que havemos de viver e a forma de como tratamos a nós mesmos.

Uma das realizações máximas de todo ser Humano é gerar a nova vida através do Amor!
Os filhos.  Quando um Homem se une a uma Mulher, e depois se optarem, pode evoluir para a categoria ou “graduação” de Pai e Mãe, e aí temos a continuidade do processo da Imortalidade.
Veja que frisei optar, ou opção. Aquele ou aquela que deseja, quer, ser Pai ou Mãe.

         Ser Pai, ser Mãe não é tarefa fácil, não me venham dizer isso, ser Pai ou ser Mãe não é para qualquer um (diferente de fazer filhos), ser um Pai ou Mãe presente é tarefa mais difícil ainda, ainda mais nesses dias de tantas incertezas, quebra de paradigmas, quebra de valores, dúvidas generalizadas e ditadura dos “contra as regras”, contudo o mais difícil é ser amado, é aí quando fazemos falta pelo que somos pelo que fazemos (nossa prática), dizemos (sempre falamos demais), pelo exagero às vezes, pelos defeitos e pecados também, é aí que o processo se estabelece, nós somos alquimistas da intuição (também) que estamos a todo o momento desenvolvendo esta miraculosa fórmula do Amor plantado nos corações dos nossos filhos, e quando o filho ou filha abraça o Pai ou Mãe espontaneamente, aquele abraço gostoso, com força, com carinho, e você sente que não é preciso perguntar o porquê desse abraço, aí sim, tenha a certeza, você está conquistando a imortalidade, pois sua lembrança, seu carinho sua pessoa estarão sempre presente, no imaginário e no coração dos seus filhos, e por sua vez eles manterão e honrarão sua memória terão prazer em contar suas estórias, em serem seus filhos, seu nome e sua essência permanecerão vivas e aquecidas nos corações deles e dos seus netos, bisnetos e todos os seus descendentes.

         A essência da imortalidade é o presente da presença ativa, viva, é o filho sentir a falta, saudade dos pais.
E não sentir a falta de pai, ou mãe.

Tenho em meu convívio três filhos, duas meninas e um menino, a mais velha conta hoje com quatorze anos, vejamos o que o tempo me dirá.


Maceió, 21 de dezembro de 1998.

Imagem de domínio público