quinta-feira, 11 de junho de 2009

VIVA O ACTA DIURA!




quarta-feira, 10 de junho de 2009

NOSSA SENHORA DA CASSOLA FROUXA!

Foi a esclamação que ouvi depois que o motorista do coletivo tirou um fino no pedestre que, diga-se de passagem estava na sua faixa (um pouco lerdo, meio lezado para o louco, doido trânsito do rio) e em seguida fez um golpe de vista que me fez lembrar uma música do João Bosco, e passou zunindo que nem o raio da cilibrina pela quina do outro coletivo parado, indo dar de frente (carioca tem esse negócio de ir dar...) com um carrinho que estava parado, meio atravessado adiante.

Gente olhando pra gente, com os olhos esbugalhados, gente rezando e se benzendo, velhinhas atordoadas senhores descambotados, meninos rebolando corredor (do coletivo) afora, mães desesperadas, gays despirocados e aquele clima de mifú! Pra todo mundo.

Baixado todos os cabelos arrepiados de todos os passageiros em todas as suas partes dos corpos! Continuamos o trajeto.

Aí a distinta senhora pede para baixar o frio do ar condicionado (era um frescão em todos os sentidos), gritando, mas sem perder a classe para a cobradora que repassa a reclamação para o motorista! O motorista que não é trouxa nem nada, resmunga alguma coisa meio chiada, meio grunida com aquele sotaque característico de motorista de ônibus, vocês sabem como é.
A distinta senhora não entende nada! Nem nós também. Mas todo mundo faz de conta que nem ta na cena, mesmo os que estão morrendo de frio, pois quem danado quer fazer uma desfeita ao ilustre condutor do coletivo.
A senhora não satisfeita levanta um pouco da cadeira e repete a reclama mais uma vez, agora gritando e apontando para o motorista!
Pronto, vai dar merda. Pensei.
O motorista com sua "crassi" total e carioquês da baixada (gente nada contra a baixada ouviu), responde:

- NÃO PODHIIIEEE! O BOTÃO TÁ CÔLAADO DE FÁBRICA!

Dito isto o esclarecedor motorista faz outra de suas manobras estratégicas de arrumação e entre socalavancos e freadas a pobre senhora quase cai no meio do corredor! A bendita senhora resmunga para lubrificar a chapa e senta-se permanecendo impávida como uma múmia o restante do percurso.

Eu me perguntei, ninguém mais vai falar nada?

Como se não bastasse, e em resposta a minha ousada pergunta eis que a cobradora que é Gaúcha, e tem 42 anos, 1,60 de altura, freqüenta a prainha, leva sua farofa sempre, mora em Jacarepaguá, é separada há seis anos, tem 3 filhos e paquerou metade da formação de motoristas, cobradores e de quebra o pessoal da administração da empresa. Ela pinta o cabelo, colocou unhas postiças e adora dançar. Já dançou com o neco, o Zezinho, o Pedro, Tonhão, e por ai a fora! Agora ela quer dançar com este impoluto motorista acima citado.

Como é que eu sei tudo isto?

A marvada da cobradora e seu sotaque gauchês incalacrado não parou de falar o resto do percurso! Como falava a danada. Foi só a senhora que não gosta de frio parar que ela emendou que nem cantiga de grilo.

A estas alturas eu já pedia a São Cristóvão pra que chegasse logo o meu ponto! Aquilo tudo parecia um filme surrealista francês.

Enfim chegou meu ponto, rapidamente desci e pensei... até breve.


sexta-feira, 5 de junho de 2009

dia mundial do meio ambiente



O QUE COMEMORAR?

sábado, 30 de maio de 2009

MODERNOSIDADE E CONTEMPORANEIDADE

Fala-se tanto que a pintura morreu (Acho que já falaram isso do Samba!), que a tendência é essa ou aquela, que isso ou aquilo remete a...
Ando de saco cheio disso!

Muito bom, muito bem!
Justificativas a parte, o que penso é que uma preguiça reinante que assola a mente, corações e mãos dos ditos artistas contemporâneos (há exeções) e suas bestiais “instalações” e intervenções absolutamente medíocres e burrificantes tentam se manter em pé sobre palafitas lúgubres e esquálidas.
Isso tudo para atender a um crescente público ignorante, semi analfabeto que não quer ter trabalho algum em pensar a arte e o fazer artístico.
Então, pra que provocar.


Pintar tornou-se palavra feia! Trabalho trabalhoso tornou-se “coisa do passado”!

Tudo isso para externar minha grata satisfação ao me deparar com o trabalho dos GEMEOS, no CCBB.

Trabalhos de grandes e médios formatos, uma verdadeira mescla da modernosidade com técnicas e materiais pra lá de contemporâneos.
Pintura, desenho, instalação, grafitte, cenário, tecnologia, enfim uma boa mistura que resulta num caldo maravilhoso.
Fico feliz em poder apreciar tal trabalho ao vivo e em cores tão vibrantes.



A técnica é apurada o cuidado com os detalhes, os temas regionais, vivos e pulsantes que retratam contos, lendas, fábulas, viagens, e a temível vida real e seu dia a dia.

São retratos de visões ou viagens a exemplo da “casa”, instalação bastante bem produzida que de tão boa foi adotada pelos garotos de rua que ficam perambulando nas imediações do CCBB, Candelária.

É incrível entrar na tal casa e se deparar com duas ou três crianças deitadas ou sentadas numa caminha lateral, frete a uma TV que exibe clipes toscos a convidar, “Entre moço, pode entrar, seja bem vindo a nossa casa.”

Fiquei bestificado! Pensei a princípio que fazia parte da instalação!

Sentei, a casa representa um barraco, e do teto um feixe de laser brinca com uma fumacinha que escapa da panela sobre o fogão. A ação do laser sobre a fumaça “dá um barato” extra, as cobrinhas e miríades com narrativa e intervenção da meninada ao lado faz você imaginar que um “transe” ou “barato” deve ser igual, e ao contrário, não é necessário droga alguma, chá algum, erva nenhuma pra ficar “ligado” na instalação.



Isso é que deve ser a arte! Revolucionária, pulsante, viva e provocante.

Ao procurar a guia e perguntar sobre as crianças no interior da casa ela solicitamente sorriu e disse;
- Essas crianças são de rua, da comunidade, vivem na Candelária e desde que a exposição começou elas todos os dias vem pra cá e ficam o dia todo aqui como se realmente fosse a casa delas...”

Creio que isso retrata o que senti!


As outras peças são bastante interessantes e construtivas também.
Tem o cubo gigante onde você se mete e ouve música, tem o estúdio de som com dezenas de caixas de som com caras, caixas de som com personalidade. No estúdio vários instrumentos de uma banda, disponíveis e a criançada não perde tempo.
Não é necessário dizer que é uma barulheira danada.

Bom, tem o FUCA!
Que trabalho.
Uma cabeça (Torço) enorme, toda de compensado, madeira reaproveitada, mdf, montada em cima de um fusquinha!
Na frente duas mãos articuladas enormes do mesmo material.
Que viagem!

Só posso dizer que fiquei muito bem impressionado e feliz.
Há tempos não via tanta modernozidade e contemporaneidade juntas!
Energia de criação, inventividade e arte viva!


Dizem que duas cabeças pensam melhor que uma. Nesse caso, os artista denominados de OS GÊMEOS, pensam, agem, produzem e criam bem melhor que centenas.



E tenho dito.


sexta-feira, 29 de maio de 2009

O ACTA ESTÁ NO AR!

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