quarta-feira, 23 de julho de 2008

PARA CRESCER


Da série Eco-Ilógicos/ Ainda remai contra a maré - Gravura de tiragem limitada.

Não é preciso que eu seja outra pessoa quando eu crescer.
Nem você.
Apenas precisamos, SER.
Quando estamos todos, ou qualquer um em fase de crescimento, físico, os ossos doem, as juntas rangem, a voz se transforma, os mamilos crescem, os hormônios causam furor e coisas as mais inesperadas acontecem. Mas não deixamos de ser quem somos.
São os ajustes naturais de quem está vivo e aceita crescer.
Apenas agregamos metamorfoses naturais do ser.

Não preciso ser outro! Nem você.

Eu preciso ser vivo e assim viver, de verdade, aproveitar a vida e você?

Não quero que você se transforme em outra, eu não preciso ser outro para crescer e aprender, guardar o que me convém, e principalmente usar o que me foi dado.

Você não precisa mudar ao ponto de se perder! Nem eu perder você.
Você não precisa exigir que eu seja outro e me perder! Para ser verdadeiramente você.

Eu não preciso sofrer! Nem você.

Nós não precisamos sofrer.
Sofrer não é bom.
Ser feliz é.

Remar contra a correnteza é cansativo e desgastante. Tem uma hora que a correnteza ganha, é da natureza ganhar.
Mas para que a nossa natureza ganhe é preciso muito sentir, pensar e procurar o caminho mais suave.
Saber, saber.
Saber o que se quer, ajuda.
Saber como se quer, adianta.
Sonhar, desejar, planejar e fazer faz parte do saber.

Só assim nossa natureza é feliz.

De outra forma seguimos preceitos e preconceitos, normas e dias de outros. Não somos nós somos eles.
Os pedacinhos dos outros triunfam. E passamos a ser uma colcha de retalhos mal ajambrado, de péssimo gosto que nem aquece e ainda por cima é curto.

O que é nosso já está dentro de nós.
Basta seguir a natureza.
Permitir que ela aflore.
Aceitar, para não sofrer.

Fiz esse escrito há tempos atrás, quando ainda acreditava que poderia encontrar aceitação em alguém que passou ao largo.

terça-feira, 22 de julho de 2008

DIFERENCIAL

Universo Paralelo - 2005 / Rio de Janeiro - Acrílica sobre tela


Alto lá! Para os jipeiros, caminhoneiros e truckeiros de plantão, não estaremos aqui tratando de quaisquer tema automobilístico legado a mecânica ou algo similar.

Gostaria de relatar um novo conhecimento que veio corroborar minha teoria anterior sobre o comportamento atual das “garotas”, mulheres que estão no mercado de homaração (ficação, paqueração ou qualquer outro ção) e que se encontram absolutamente abestalhadas sem saber o que danado fazer pra encontrar o homem que as faça feliz (devo dizer de soslaio que não creio muito que isso seja possível) mas, vamos em frente.

Há alguns anos atrás, quando me encontrava solteiro outra vez (depois de um lonnnngo inferno, desculpe, quero dizer, inverno), me deparei com um novo e curioso comportamento por parte das mulheres.

Entrei num túnel do tempo, quando casei, fiquei num universo paralelo e retornei dessa dimensão em “outro tempo”!

De cara observei e senti que elas, as mulheres de plantão, estavam absolutamente desvairadas em busca de alguém, pra ficar namorar ou simplesmente transar (por produção). E para tal usavam qualquer artifício possível ou impossível e algumas mais afoitas com uma grande dose de vulgaridade às vezes e quase sempre sem a menor criatividade nem tampouco senso de valorização dela como mulher.

E os babacas de plantão adoram isso! É tudo tão mais fácil para eles.
Grande oferta!
Pernas facilmente abertas!
Compromisso zero. Rodízio de xoxotas a granel, vale mais que mais come ou dá a perereca.

Os termos podem até soar vulgares e grosseiros, porém é assim que me chega o assunto, grosseiramente vulgar.

Posso até não ter eco nesta minha observação, ou parecer antiqud(r)o, mas...

A impressão (digital, ou seja, os dedos delas em mim..) que eu tive ao voltar ao mercado da busca pela mulher desejada era a de que a máquina do tempo digna de filme de ficção científica e tinha passado do ponto, e do outro lado ao sair tinha dado de cara com um futuro muito doido onde isso pra mim há bem pouco tempo seria difícil de imaginar.

Vejamos a cena; uma mulher paquerando diretamente, tomando a iniciativa (até aí tudo bem) e sendo incisiva em demonstrar inclusive com palavras atos e o que mais for possível que ta afim de alguma coisa ou muita, sem aceitar negativa ou rejeição!
Sem respeitar bom senso, simancol ou índice de auto-ricularização.

E se você seja lá por que razão, não quer, essa (a desesperadarenitente) insiste, persiste e não desiste e dá qualquer jeitinho (ou dá outras partes do corpo dela) pra poder lhe ter.

Caretice? Burrice? Antiquadrisse?

Bom, eu nem vou entrar aqui em considerações sobre vestir-se de maneira excessivamente vulgar e gratuitamente provocativa com decotes que mostram do biquinho (as vezes bicão) do peito aos primeiro pelos abaixo do umbigo. E a famosa calça baixa que mostram as calcinhas (verdadeiramente qual o sentido de não se poder descobrir isto na intimidade), e o silicone e a lipoescultura banalizou-se, dos 12 aos 80 não se encontra mais nenhum peitinho natural, nenhuma cinturinha sem prazo de seis meses de validade (a gordurosidade volta com certeza), tudo maquilada cirurgicamente ou botóxicamente, o homem não sabe mais em que é que realmente a gatinha irá se transformar alguns meses depois (isto pois as relações atualmente em sua maioria não duram nem meses), e a oferta é grande, de norte a sul, baixinhas charmosas, magrelas a la Bundchen (algumas anoréxicas), cheinhas boazudas, portadoras de calcinhas com enchimento bundal ou com aqueles saltos enormes pontiagudos que agente não tem a menor idéia como elas conseguem equilibrar-se na buraqueira das calçadas irregulares (deve ser pra isso que malham tanto). É necessário ver Freud e ler mais sobre fetiche, substituição e inveja do falo!!!!!!!

Só para as mulheres... Ter esse conhecimento é uma sacada do caralho!

Bandos, grupos cada vez mais numerosos dessas “mulheres” a disposição, e com total disposição, diria mesmo numa sanha feroz de marcar pontuação na carteirinha de trepadas e sexo vazio. É só querer!

Os rapazes (homens) nem precisam olhar duas vezes, nem precisam achar que elas são “interessantes”, não precisam flertar (que diabo de palavra é essa) seduzir, nem pensar isso demando mais que um segundo de olhar e piscada simultânea, conquistar! Nossa isso deve dar um trabalho arretado, e pra que tudo isso se qualquer uma tem o mesmo tamanho, caras e bocas e seja lá mais o que for. Como escolher uma mulher neste mundaréu de peitinhos, bundinhas e b... Todas tão iguais e em profusão.

Tudo tão igual como às rugas do culhão!

Creio que a Internet e suas salas de bate papo, sites de namoro e sexo virtual, e comunidades do gênero também colaborou muito para essa transformação banalizadora.

Na vida real o comportamento virtual se adequou e banazou a diferença, ou seja, o diferencial acabou.

Quero deixar bem claro que essa minha resenha não tem qualquer cunho hipócrita e de falsa moral. Sou absolutamente a favor dos avanços, mudanças, da metamorfose. Mas para melhor, para valorizar uma coisa mágica e indispensável, as relações humanas, a relação entre homem e mulher, sem a qual estaremos muito próximo do comportamento instintivo atiçado pelo apelo e(u)rótizado, a luxúria global.
Homem e mulher estão ai pra isso, pra se conhecer, se seduzir, se conquistar e se amar muito, fazer amor e sexo de verdade, sexo é vida, é o que há de melhor.

Do que vale uma mulher que deseja tanto o seu sapo que quando se depara com o príncipe não sabe o que porra fazer! Desejar o natural, querer uma relação real para se portar que nem cachorro diante do caminhão de mudanças (O cachorrinho corre, ladra, faz o maior alarde e quando o caminhão para ele não sabe o que diabos fazer).

Frases prontas e vazias, repetidas mecanicamente pelas conquistadoras de plantão que andam a caça todo santo dia.
Razões, ah como elas se acham donas de todas as razões que apóiem suas fajutas, modorrentas justificativas.
Soluções aplicadas com muita vaselina, com violência de estupro, força do bruto, em que se permitiu transformar a linda relação entre homem e mulher.

Falo por experiência própria eu sou fã do filme Don Juan de Marco, aquele com o Jonny Deep e Malon brando onde o personagem principal acredita ser o próprio mestre da sedução e conquista, onde ele mostra ao velho terapeuta que a loucura é não amar, não seduzir, não se preparar para o amor e principalmente, não agir.

Viva a revolução, viva o diferencial, quadris balançantes, cavalheiros beijando suavemente as mão de sua damas objeto de desejo com delicadeza, olhos que se olham, cheiros e perfumes. Viva os feromônios, a umidade e o sal de todos os teus lábios, viva o sexo, amor, a relação, a qualidade ativa, viva a vida.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

A VIDA

Sentada - Gravura aquarelada sobre papel de algodão. 1998/99


ÁVIDA por saber.
DE sentir, experimentar, tocar.
VIVER
SEM começo, meio, fim.
VIDA
A escada sem fim traça serpenteios mil.
DÁDIVA
DÁ noite, moto perpétuo.
MORTE
É magia onisciente.
NASCER
Morrendo sabiamente.
CONSCIENTE.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

CREIO QUE AQUELAS PESSOAS...

Bebendo chopp e fumando charuto (Pensando que penso) nos Arcos dos Telles

Creio em algumas “coisas”, factos, pessoas.
Poucas realmente, porém suficiente.
Raras certezas insólitas, fulgazes em sua maioria.
Passageiras.
Creio que aquelas pessoas, que são vistas como sábios, por terem em suas mentes um volume descomunal de conhecimento.
Detém um vazio inversamente proporcional e no fim, são patologicamente ocas que precisam preencher seu vazio com algo que as façam parecer sábios.
Como um dente podre preenchido com massa, não perde sua função, apesar de dispensável.
Porém, creio nas pessoas.
Aquelas pessoas.
Especiais.
Cheias de energia, força brilhante, olhar penetrante e um coração repleto de vida.
Essas pessoas produzem factos que me faz crer ainda mais, naquelas pessoas.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

SENHOR! PERDOA MINHA ESTUPIDEZ



Senhor perdoe-me a pequenez absoluta de uma alma atarantada.
A minha.
Mas se era para me tomar, porque me deu?
Se era para me privar por que me permitiu provar?
Sei que tudo o que digo é precipitado e me arrependerei amargamente das más palavras atravessadas e precipitadas que deixo escapar de minha boca afora.
Mas Senhor, se era para sofrer, porque me fez provar do amor e da mais profunda felicidade?
Ele é tão lindo!
Seu sorriso puro, sua essência divina.
Ele é muito lindo.
Uma dádiva que me permitiste viver.
Um milagre de amor que me permitiste experimentar.
Sinto muita falta dele.
Dói-me a alma vê-lo entregue...
Mas, creio em seus desígnios.
Quero jamais ter que vê-lo infeliz.
Meu Pai, se irias me arrastar mundo afora, porque me mostrastes nele, o meu lar tão amado e aconchegante (idealizado) que parecia me acolher?
Se me impulsionaste a “tê-lo”, penso que saberei saborear sua ausência.
Sei, meu Senhor que minha alma ínfima mal cabe a angústia de pensar em perdê-lo.
Sinto muito.
Sua falta meu amor.
Amores.
O reconhecimento das minhas falas.
Minhas conversas, explicações do mundo.
Seus olhinhos procurando minha voz.
Sua atenção incomum a mim.
Que bom, Pai, que esse presente o senhor me deu.
Coitado!
Perdoa.
Eu.

Ao meu filho Rico-lindão, num dos tantos momentos de saudades.