Coisas, pensadas ou imaginadas, do coração, cabeça tronco e membros. Sentimentos de todos os lados, novas e velhas, sérias e risíveis, vivências, exclamações, constatações compartilhadas
Mulher com grades - Desenho, bico de pena sobre papel canson
Algumas mulheres gostam Outras gostam de gostar Bem ou mal Do bem ou do mal Não é regra Não há regras Confusão
Exceção Confissões de pé de orelha Taradas Pelo contrário Desdizem Umas falam Outras, falo! Umas sentem, outras não Confusão.
Algumas correm léguas em busca do amor Outras correm léguas deles (os amores) Depressão E nessa bipolaridade Papéis confusos Quase todas Sem educação Destreinadas Desconcondicionadas Às vezes perdidas Ou perdição Que baita confusão.
Delírios Maníaca Pressão Se sim ou não Vivem Ou fazem de conta Uma tremenda Confusão
Desorganizado! Por natureza. Então faço listas de afazeres para funcionar Corações temperadinhos Com sangue talhado Fazer farofa de cebola Com ora bolas e batatas As favas também Mas com delicadeza e muito apuro Pimenta do reino e gengibre Salsinhas e repolho Mais coraçõeszinhos Mais sangue Muito alho que é anti-bióctico Detesto ver a cena de escalpelar Jogar água fervendo nela Me lembra a música de Soraia torrada Rio aos montes Continuo minha listinha Tantos fazeres Ah, meus afazeres
Certa feita, num intróto filosófico, Matilde sabiamente me dizia Meu amigo... ... a bem da verdade! Ah! Essa tal de verdade, tem sempre três lados. Três, questionava eu? Sim, três! Vaticinava minha querida amiga. E quais seriam? O meu O seu E finalmente a verdade. Calei.
Para minha querida Matilde que tanto me ensinou. Em Portugal, 1992.