Bom dia, tem material fotogràfico novo lá na págiana do livro, vai lá dá uma espiada: https://www.facebook.com/caminhosdoes
sábado, 16 de abril de 2016
sexta-feira, 15 de abril de 2016
A quem interessar possa!
Em pleno século vinte e um, estou descrevendo pois, poucos saberiam o que danado é XXI. Então, não temos carros voadores nem teletransporte a velocidade de luz, a saúde continua sendo postergada e o transporte público, ah esse tal de transporte público.
São tantas desgraças e infelicidades que só posso imaginar que em verdade amamos tudo isso, a maldade alheia, a minha a sua a nossa e a vossa, o escárnio brando e contínuo o alimentar-se de fezes dos escrotos políticos sujos, tudo isso deve fazer muito bem a alma, senão não haveríamos de ter essa merda-vivente em que navegamos momentaneamente.
Que povo é este?
Que almas são essas que aceitam o dito pelo não dito e pisam na goela do outro com prazer e um sorriso no canto da boca pois, ele tá fudido também.
Quero estar absolutamente errado!
Se o Pai assim me permitir quero viver para reconhecer minha percepção enganosa e maledicente disso a que chamam de realidade.
Então publico essa linda melodia do Chico césar acompanhado pela sanfona e talento de Dominguinhos, e como digo, "Se existe governo! Sou CONTRA."
Em pleno século vinte e um, estou descrevendo pois, poucos saberiam o que danado é XXI. Então, não temos carros voadores nem teletransporte a velocidade de luz, a saúde continua sendo postergada e o transporte público, ah esse tal de transporte público.
São tantas desgraças e infelicidades que só posso imaginar que em verdade amamos tudo isso, a maldade alheia, a minha a sua a nossa e a vossa, o escárnio brando e contínuo o alimentar-se de fezes dos escrotos políticos sujos, tudo isso deve fazer muito bem a alma, senão não haveríamos de ter essa merda-vivente em que navegamos momentaneamente.
Que povo é este?
Que almas são essas que aceitam o dito pelo não dito e pisam na goela do outro com prazer e um sorriso no canto da boca pois, ele tá fudido também.
Quero estar absolutamente errado!
Se o Pai assim me permitir quero viver para reconhecer minha percepção enganosa e maledicente disso a que chamam de realidade.
Então publico essa linda melodia do Chico césar acompanhado pela sanfona e talento de Dominguinhos, e como digo, "Se existe governo! Sou CONTRA."
quinta-feira, 14 de abril de 2016
A fórmula da Imortalidade
Por Ricardo Araújo
Toda alma Humana é imortal, o nosso
Deus (seja qual o nome você prefira) nos deu esse presente, só que alguns de
nós esquecemos ou esquece-se desse fato constantemente.
A imortalidade do ser humano se
dá através das "coisas" ou atos que "concretizamos” ou
realizamos. Postura frente a vida que recebemos, o carma que havemos de viver e
a forma de como tratamos a nós mesmos.
Uma das realizações máximas de
todo ser Humano é gerar a nova vida através do Amor!
Os filhos. Quando um Homem se une a uma Mulher, e depois
se optarem, pode evoluir para a categoria ou “graduação” de Pai e Mãe, e aí temos
a continuidade do processo da Imortalidade.
Veja que frisei optar, ou opção.
Aquele ou aquela que deseja, quer, ser Pai ou Mãe.
Ser Pai, ser Mãe não é tarefa fácil,
não me venham dizer isso, ser Pai ou ser Mãe não é para qualquer um (diferente
de fazer filhos), ser um Pai ou Mãe presente é tarefa mais difícil ainda, ainda
mais nesses dias de tantas incertezas, quebra de paradigmas, quebra de valores,
dúvidas generalizadas e ditadura dos “contra as regras”, contudo o mais difícil
é ser amado, é aí quando fazemos falta pelo que somos pelo que fazemos (nossa
prática), dizemos (sempre falamos demais), pelo exagero às vezes, pelos
defeitos e pecados também, é aí que o processo se estabelece, nós somos
alquimistas da intuição (também) que estamos a todo o momento desenvolvendo
esta miraculosa fórmula do Amor plantado nos corações dos nossos filhos, e
quando o filho ou filha abraça o Pai ou Mãe espontaneamente, aquele abraço
gostoso, com força, com carinho, e você sente que não é preciso perguntar o
porquê desse abraço, aí sim, tenha a certeza, você está conquistando a
imortalidade, pois sua lembrança, seu carinho sua pessoa estarão sempre
presente, no imaginário e no coração dos seus filhos, e por sua vez eles
manterão e honrarão sua memória terão prazer em contar suas estórias, em serem
seus filhos, seu nome e sua essência permanecerão vivas e aquecidas nos corações
deles e dos seus netos, bisnetos e todos os seus descendentes.
A essência da imortalidade é o
presente da presença ativa, viva, é o filho sentir a falta, saudade dos pais.
E não sentir a falta de pai, ou mãe.
Tenho em meu convívio três filhos,
duas meninas e um menino, a mais velha conta hoje com quatorze anos, vejamos o
que o tempo me dirá.
Maceió, 21 de dezembro de 1998.
Imagem de domínio público
quarta-feira, 13 de abril de 2016
sexta-feira, 1 de abril de 2016
A quem refletir interesse.
Há cinquenta anos, comemorava-se a vitoriosa “revolução” de
1964. Era assim que os militares que detinham o poder se referiam ao golpe. Eu,
nos meus tenros seis anos de idade, saindo dos cueiros e da minha felicíssima
primeira infância, por força do trabalho do meu saudoso e amado Pai que havia
sido transferido para Garanhuns/PE. Vivia as criancices do momento.
Sempre dotado de uma memória prodigiosa, lembro nitidamente
de cada detalhe, como o rapaz que era técnico em eletrônica conhecido de Papai
que sempre recorria a ele para consertar (havia esse hábito de se consertar as
boas coisas) o seu rádio “Phillips Transglobe”. O técnico morava próximo a
nossa casa, do outro lado da Rua do Recife. Eu amava brincar com aqueles rádios
velhos e o técnico sempre me presenteava com alguns transistores e placas
velhas.
No meu universo de criança não me dei conta imediatamente do
“sumiço” do rapaz que consertava rádios. Um belo dia a porta de aço de sua
minúscula fechada me chamou atenção e perguntei a Papai onde andava o rapaz que
consertava rádios?
- Ele foi levado pela polícia filho.
- Por quê?
- Por pensar diferente do governo, ele é comunista!
- O que é isso?
- São pessoas que pensam diferente.
Devo reconhecer que aquela explicação não me revelou nada!
Absolutamente nada. Seguimos tempos adiante nos conhecidos “anos de chumbo”.
Um belo dia, era sábado, lembro bem por conta da feira que
se instalava no centro e que subia até a nossa rua que era aladeirada.
- Pai, a oficina do rapaz que conserta rádios tá aberta.
- É mesmo filho, vamos lá.
Fico arrepiado de ver em minas lembranças a imagem daquele
trapo de gente, engulo o nó e as lágrimas ameaçam cair, vejo-o cheio de
hematomas, com um braço enfaixado e cabisbaixo. Absolutamente todo quebrado.
Tinham roubado violentamente a alma daquele corpo, nunca
mais vi a oficina aberta, anos depois soube que ele tinha sido levado outra vez
e que não tinha voltado mais.
Hoje, dia do burro de 2016 vejo o meu País nessa convulsão e
creio mesmo que tudo isso faz parte desse processo.
O que não tolero é a guerrilha que injeta terror e
intolerância de irmão contra irmão, vizinho contra vizinho. Amigos se
digladiando. A ira no olhar do outro que no fim só serve a um propósito, e
digo-lhe pessoa querida, não serve a mim, não serve a você.
Já fomos usados tantas vezes, sei que quem esquece as lições
aprendidas pela vida, tende repeti-las eternamente.
Que o dia do burro jamais seja o nosso dia outra vez.
Eu, minhas tias, minha mãe e irmã mais nova naqueles idos.
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